RECORTE 2.07

G1

artigo g1

fora de portas

Henriqueta Maria Vieira Santos nasceu em Évora, no dia 5 de Junho de 1931 na Rua do Cano, 75. Desde este dia, que Henriqueta vive nesta casa. Em 2007, com 77 anos de idade, vai mudar-se pela primeira vez da casa onde nasceu e sempre viveu, porque a sua casa não tem condições de habitabilidade. “mas quem seria a pessoa que vive aqui?” Vamos conhecê-la, às 22h30, na mesma Rua do Cano, 75.

RECORTE 2.05

E3

artigo e3

Marine está presa numa casa de onde não consegue sair. Perdeu a chave dos seus sentimentos e procura, agora, o seu auto-controlo e a sua estabilidade emocional quer como mulher, quer como indivíduo desprendido de todas as inseguranças e medos que esta casa escura a obriga a enfrentar. A partir de Castelã da Tristeza, por Florbela Espanca.

RECORTE 2.05

E1

artigo e1

Provas únicas da efemeridade, de modo a que a imagem prevaleça e seja alterada pelo próprio envelhecimento, sem haver qualquer registo desta mesma. Composto de reacções químicas de frutas ácidas ao próprio químico da revelação, sob papel de fibra de onde parece a luz provir.
“penso que urbanismo é muito isso, uma desconstrução de algo natural para uma construção de algo que sofre a cem porcento a interferência do homem, como é o caso deste trabalho.”

RECORTE 2.04

D2

artigo d2

Disse Décio Pignatari que a poesia parece estar mais do lado da música. Não precisamos de mais nada. Concordamos. Para conhecerem este projecto, pedimos que usem apenas o ouvido e o olho. Caso queiram aprofundar usando mais sentidos, mergulhem na extensa bibliografia fora deste reduto. Num momento em que o mercado editorial nos faz entender que a poesia não “vende”, aproveitamos para lembrar que erguer barreiras estimula a busca de alternativas de difusão. Agradecemos à dúvida, maior ímpeto para movimentar ideias e criar. Há muito que ultrapassámos o chavão aristotélico da imitação para nos concretizarmos no lugar onde dançam as palavras, ouvilendo a música.

O tempo doméstico é o próprio processo criativo. Os poemas estão compilados numa primeira colecção intitulada “the heart’s place is the kitchen”, parte do movimento #domesticliteraturemovement.

RECORTE 2.03

C1

artigo c2

Já experimentaram adormecer um elefante em liberdade? São ossos duros de roer aquelas pestinhas, só fecham a pestana por 2 horas, e não é todos os dias… não, não!
Dizem os cientistas que quase não sonham, por dormirem tão pouco… e de pé! não se Deitam, não não! São ossos duros de roer, é o que vos digo…
Vamos testar um método absolutamente revolucionário para adormecer elefantes. Mas… como não conseguimos nenhum elefante para a experiência, vamos testá-lo em humanos.
Se és humano, mas achas que podias muito bem ser um elefante, vem fazer este teste e, quem sabe…

RECORTE 2.03

C1-2

artigo c1

“uma defesa do Autor em geral e em concreto deva, na minha opinião, passar pela defesa do pirata e do canibal. Aos piratas que abrem tesouros e põem o ouro a circular pelos sete mares e aos canibais que acendem fogueiras e mastigam as melhores carnes dos seus pares, e à circulação livre de pessoas, de ideias e de obras de arte”
A partir da declaração de Miguel Castro Caldas, que – a par com Lígia Soares – leccionou o workshop “Livro-palco/palco-livro: se eu vivesse tu morrias”, Armando Luis, Cláudia Lucas Chéu, Filipe Fictício, Maria Pinto, Rui Teigão e Sónia Oliveira saíram da Casa Fernando Pessoa com textos na mão e rumam até ao CONDOMÍNIO·ÉVORA.

RECORTE 2.02

B2

artigo b2

Peter Wood vem do Cacém e usa técnicas do blues rural e da guitarra primitiva, para exprimir a experiência suburbana. Depois de uma longa e excitante viagem ao Tojal do Moinho e ao brejo de Azeitão, fixou-se no coração da Pequena Lisboa. No seu exílio em Alvalade —parece-lhe ouvir ao longe, inexplicável mas nitidamente, o rumor brando do IC19 — está a preparar um segundo disco que incluirá o novíssimo tema “Férias em Casa”, que já circula nos meios iluminados de Lisboa, onde integrou a 8ª edição do CONDOMÍNIO·LISBOA e transita agora para paisagens mais sépia.

RECORTE 2.02

B1

artigo b1

A bailarina Eliete Santos apresentará um trecho do espetáculo Centenário de Édith Piaf – peça em homenagem à cantora francesa que, se viva, completaria 100 anos em 2015. Desde então, Eliete fez uma extensa tournée em que apresentou este trabalho em teatros, praças e espaços públicos. Há dois anos nesta obra, a artista está a revisitar gestos e determinadas notações corporais dos artistas do passado. O objectivo é, revendo parte da obra de Piaf acompanhada de dança, propormo-nos a questionar sobre a representação da ousadia e pensar, sobretudo, na vitalidade muitas vezes perdida e esquecida na vida.