d·cal·ques ED. 2

Fecha-se abril das portas abertas.
Sempre leal abril, sempre.
Da florbela abril
a ver de vermelho no verde leão
do ponto pesponto, 
gestos do passado
que encontro.
Histórias importantes
Guitarras gritantes
Baterias em silabação.
Se eu escrevesse abril,
não eu a carvão
em madeira sem nós,
inerte vegetal,
cobria abril a viva cal.
A mais que uma mão,
nós a abril:
caiado.
Se o tempo o destina
a ser matizado,
nas nuances do tempo
viajo.

Que entre maio,
Se abrir outro abril,
de novo caio.


à Vanda. à Ana. Ao Francisco.
ao Jorge / Tipografia Geraldo – imprimiu, impressionou.
à EduardaCourela do Zambujeiro
ao RuiCourelas da Torre – Gourmet
à JéssicaCourelas do Monte
à MargaridaMontes de Paladares
ao Cristóvão e ao Marcelino
à CME – pelo reconhecimento
ao Diogo Caetano, pelo registo fotográfico


O nosso manifesto agradecimento aos projectos integrantes da ED. 2, em reverência por ordem de referência:
MUI NOBRES E SEMPRE LEAIS, LEÕES DE ÉVORA – André Rocha;
ULTRA MARINE, a partir de FLORBELA ESPANCA – Fábio Carvalho
LEÕES, do tapete de Arraiolos – Silvia Lopes
gestos coreografados de ÉDITH PIAF – Eliete Santos;
HISTÓRIAS IMPORTANTES (para adormecer elefantes) – Regina Branco e Mário Lopes;
PETER WOOD e guitarras acústicas – Peter Wood;
SE EU ESCREVESSE, TU DIZIAS – Armando LuisCláudia Lucas Chéu, Filipe Fictício, Maria PintoRui Teigão, Sónia Oliveira
DESTINO-ME A SER – Micael Ferreira;
VIAGEM ONÍRICA – Sandra Gonçalves de Gaia;
(a warm and domestic hug to Rawquel & James Jacket)


A ORGANIZAÇÃO
Diogo Pereira, Joana Oliveira, Leonor Carpinteiro

 

 

 

RECORTE 2.07

G1

artigo g1

fora de portas

Henriqueta Maria Vieira Santos nasceu em Évora, no dia 5 de Junho de 1931 na Rua do Cano, 75. Desde este dia, que Henriqueta vive nesta casa. Em 2007, com 77 anos de idade, vai mudar-se pela primeira vez da casa onde nasceu e sempre viveu, porque a sua casa não tem condições de habitabilidade. “mas quem seria a pessoa que vive aqui?” Vamos conhecê-la, às 22h30, na mesma Rua do Cano, 75.

RECORTE 2.06

F2

artigo f2

À mesa connosco estarão produtos e filosofias sustentáveis.

Souk
É a sua mercearia de alimentos biológicos em Évora, especialista em produtos frescos e mercearia seca: frutas, verduras, leguminosas, sumos e vinho. Também oferecemos alimentos sem glúten e sem lactose, bem como alimentos para diabéticos, além de produtos de limpeza e cosmética.

Courelas do Monte
Quinta agrícola protegida, trabalhamos a natureza com a natureza, numa orquestra de equilíbrio e respeito, de mutuo amor e partilha.
Quinta agrícola de proteção, trabalhamos para cuidar e ajudar pessoas, no bem estar alimentar, crescimento e conhecimento.
Quinta agrícola de partilha, promovemos as trocas, o voluntariado e a ajuda ao próximo, dentro ou fora do nosso espaço.

Courela do Zambujeiro
O primeiro objetivo da nossa sociedade é vender aos nossos clientes produtos com extreme exigência de qualidade e o mais perto possível da Natureza original. A Biodinâmica inscreve se neste quadro, efetivamente os tratamentos são o mais natural possível e fabricados na própria quinta. A Quinta esta em total autarcia e não submetida a poluição externa, todas as ferramentas de tratamento e adubos são produzidos e reciclados na quinta. Os micro organismos adaptados a esta terra são “os nossos trabalhadores”, só a Natureza exprime se ela sozinha e capaz de produzir esta sofisticação de sabores e cores apreciadas por muitos cozinheiros com estrelas Michelin.

Courelas da Torre – Gourmet
“A nossa missão é assente na sustentabilidade e na preservação da natureza viva onde a economia social e familiar assume um papel fundamental em toda a exploração”
O vinho Courelas da Torre nasce das Vinhas de Redondo, cujo território encanta pela plenitude e elegância da sua planície e dos campos arenosos. É produzido totalmente livre de herbicidas e pesticidas e as uvas são colhidas manualmente para garantir a sua excelência.
Cor Ruby vivo, aroma intenso a frutos do bosque notas subtis a chocolate e especiarias, na boca é rico e elegante com taninos bem maduros e termina de forma suave e persistente.

Montes de Paladares
Com alma e coração alentejanos, a Montes de Paladares foi criada em 2012, por Margarida Gouveia, que se entregou a este projeto de alma e coração, sendo a mesma a responsável pela criação e confeção de todos os produtos. Sendo uma micro empresa que se dedica à produção alimentar, constituída por uma cozinha industrial, está inserida no projeto “Viveiro Freixo do Meio”, todos os nossos produtos biológicos e sem glúten tem como princípio a confeção artesanal. Primamos pela diferença na mistura das nossas farinhas sem glúten, bem como na escolha de todos os produtos biológicos. O objetivo final dos nossos produtos é quebrar o estigma que maior parte dos consumidores têm ,relativamente à comida sem glúten, como também mostrar que comer de forma saudável alimenta a alma.
Acreditamos que cozinhar é uma forma de dar amor.

RECORTE 2.05

E3

artigo e3

Marine está presa numa casa de onde não consegue sair. Perdeu a chave dos seus sentimentos e procura, agora, o seu auto-controlo e a sua estabilidade emocional quer como mulher, quer como indivíduo desprendido de todas as inseguranças e medos que esta casa escura a obriga a enfrentar. A partir de Castelã da Tristeza, por Florbela Espanca.

RECORTE 2.05

E1

artigo e1

Provas únicas da efemeridade, de modo a que a imagem prevaleça e seja alterada pelo próprio envelhecimento, sem haver qualquer registo desta mesma. Composto de reacções químicas de frutas ácidas ao próprio químico da revelação, sob papel de fibra de onde parece a luz provir.
“penso que urbanismo é muito isso, uma desconstrução de algo natural para uma construção de algo que sofre a cem porcento a interferência do homem, como é o caso deste trabalho.”

RECORTE 2.04

D2

artigo d2

Disse Décio Pignatari que a poesia parece estar mais do lado da música. Não precisamos de mais nada. Concordamos. Para conhecerem este projecto, pedimos que usem apenas o ouvido e o olho. Caso queiram aprofundar usando mais sentidos, mergulhem na extensa bibliografia fora deste reduto. Num momento em que o mercado editorial nos faz entender que a poesia não “vende”, aproveitamos para lembrar que erguer barreiras estimula a busca de alternativas de difusão. Agradecemos à dúvida, maior ímpeto para movimentar ideias e criar. Há muito que ultrapassámos o chavão aristotélico da imitação para nos concretizarmos no lugar onde dançam as palavras, ouvilendo a música.

O tempo doméstico é o próprio processo criativo. Os poemas estão compilados numa primeira colecção intitulada “the heart’s place is the kitchen”, parte do movimento #domesticliteraturemovement.

RECORTE 2.03

C1

artigo c2

Já experimentaram adormecer um elefante em liberdade? São ossos duros de roer aquelas pestinhas, só fecham a pestana por 2 horas, e não é todos os dias… não, não!
Dizem os cientistas que quase não sonham, por dormirem tão pouco… e de pé! não se Deitam, não não! São ossos duros de roer, é o que vos digo…
Vamos testar um método absolutamente revolucionário para adormecer elefantes. Mas… como não conseguimos nenhum elefante para a experiência, vamos testá-lo em humanos.
Se és humano, mas achas que podias muito bem ser um elefante, vem fazer este teste e, quem sabe…

RECORTE 2.03

C1-2

artigo c1

“uma defesa do Autor em geral e em concreto deva, na minha opinião, passar pela defesa do pirata e do canibal. Aos piratas que abrem tesouros e põem o ouro a circular pelos sete mares e aos canibais que acendem fogueiras e mastigam as melhores carnes dos seus pares, e à circulação livre de pessoas, de ideias e de obras de arte”
A partir da declaração de Miguel Castro Caldas, que – a par com Lígia Soares – leccionou o workshop “Livro-palco/palco-livro: se eu vivesse tu morrias”, Armando Luis, Cláudia Lucas Chéu, Filipe Fictício, Maria Pinto, Rui Teigão e Sónia Oliveira saíram da Casa Fernando Pessoa com textos na mão e rumam até ao CONDOMÍNIO·ÉVORA.